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Fale com a Rofina,ela entende disso.
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Quando tive Programação 1, aquilo parecia um bicho de sete cabeças. Eu simplesmente não entendia a lógica. Era uma forma de pensar completamente diferente do habitual e, no início, por causa da sintaxe, parecia que eu estava a tentar entender uma língua desconhecida, mas fui aprendendo, aos poucos, a lógica começou a fazer sentido e já conseguia criar alguns programas simples. Foi aí que comecei a interessar-me cada vez mais pela programação.

Eu costumo dizer que programação é uma espécie de amor e ódio. É amor quando tudo funciona e tu olhas para o resultado, com maior orgulhoso. Ódio quando aparecem aqueles bugs que parecem estar ali só para testar a nossa paciência.😅

E eu cheguei a um ponto em que estava tão envolvida que comecei a sonhar com códigos. Quando finalmente comecei a perceber como as coisas funcionavam, parecia que a minha cabeça não desligava. Foi aí que percebi que talvez precisasse de conhecer outras áreas também, onde eu realmente me sentisse bem e quizesse construir o meu caminho.

Foi nesse período que entrei na Biomotta.

Na verdade, a oportunidade surgiu através de um projeto em que eu eu e alguns colegas estávamos a desenvolver para participar de um concurso. Não avançamos mais no concurso, mas acabei por receber um convite para me juntar à Biomotta.

E acho que foi aí que uma parte importante da minha visão começou a mudar.

A Biomotta colocou-me em contacto com uma realidade muito diferente. Eu comecei a perceber melhor o que significa estar numa empresa, criar alguma coisa, procurar oportunidades, contactar pessoas, pensar em parcerias, divulgar, resolver problemas e simplesmente não ficar parada à espera que alguém diga o que fazer.

Foi uma experiência que despertou em mim uma visão mais empreendedora.

Comecei a perceber que a minha formação podia ser útil em ambientes muito diferentes daqueles que eu imaginava.

Foi nessa fase que comecei a olhar para o meu próprio percurso de outra maneira.

Eu já tinha experimentado algumas coisas e participado em diferentes projectos, mas comecei a sentir falta de uma coisa: profundidade.

Eu não queria continuar a fazer várias coisas apenas para dizer que tinha experiência. Algumas oportunidades até acabei por abandonar porque sentia que não estava realmente a construir competências numa área específica.

Comecei então a pensar: explorar é bom, principalmente quando ainda estamos a descobrir o nosso caminho. Mas também é muito bom encontrar uma área e conseguir tornar-se realmente competente nela.

Foi assim que comecei a interessar-me pela área de Dados.

Comecei a estudar Ciência de Dados e tem sido uma experiência muito boa. Quanto mais aprendo, mais vontade tenho de continuar. E não vejo Dados como algo completamente separado da programação. Pelo contrário, percebi que existe programação dentro dessa área e que muitos dos conhecimentos que já tinha adquirido continuam a ser úteis.

Hoje, olhando para trás, acho interessante perceber que eu entrei no curso sem saber muito bem o que me esperava e acabei por descobrir muito mais do que apenas programação.

Descobri que tecnologia pode ser aplicada de muitas formas. Descobri um lado empreendedor que eu talvez não conhecesse em mim. Descobri que não quero ser uma pessoa estática, à espera de uma oportunidade perfeita para começar. E descobri também que, apesar de gostar de explorar, quero construir verdadeira competência numa área.

Ainda estou nesse processo. Mas hoje tenho uma coisa que não tinha quando comecei o curso: uma visão muito mais clara do tipo de profissional que quero tornar-me.

Quero continuar a aprender, experimentar e evoluir, mas quero também chegar ao ponto de ser aquela pessoa que, quando se fala de dados, alguém possa dizer:

“Fala com a Rofina. Ela entende disso.”

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